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Ines nega perícia e diz não ter competência para laudo usado pelo Flamengo

Ines nega perícia e diz não ter competência para laudo usado pelo Flamengo

 

Foto: Andre Melo Andrade / Immagini / Folhapress

O Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) emitiu uma nota de esclarecimento, nesta quinta-feira (24), afirmando não ter competência para se manifestar sobre questões que requeiram habilidades de leitura labial. A instituição foi citada pelo Flamengo como responsável pelo relatório que dizia que o meia colombiano Índio Ramírez, do Bahia, havia cometido injúria racial contra o atacante Bruno Henrique, do clube carioca.

O comunicado confirmou que dois dos três peritos envolvidos no laudo pericial contratado pelo Flamengo no “caso Ramírez” são parte do quadro de tradutores e intérpretes da organização, mas que o fizeram de forma particular, sem representar o Ines.

“O INES, na qualidade de instituição federal de ensino vinculada ao Ministério da Educação, não possui autorização regimental para prestar serviço em prol de interesses privados a pessoas físicas ou jurídicas, sendo seus recursos humanos e materiais integralmente voltados para a realização das políticas públicas que lhe são legal e regimentalmente atribuídas”, diz a nota.

Segundo o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, em entrevista à TVE, o clube baiano contratou quatro perícias para avaliar as imagens enviadas pelas emissoras de televisão. Todos os laudos periciais indicavam que Ramírez não havia dito qualquer frase racista .

Com base nesses laudos, o Bahia anunciou nesta quinta (24) que reintegraria o meia colombiano ao elenco tricolor. Além disso, em uma carta escrita à sociedade, o clube firmou diversos compromissos sociais, incluindo a adoção de uma cláusula antirracista nos contratos realizados com atletas de futebol.

(Bahia Notícias)

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Natan Mobuto

Radialista/Locutor na empresa TVNBN

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