
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), pediu a prisão preventiva do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu parecer final apresentado nesta sexta-feira (27). O documento ainda precisa ser votado pela comissão, com análise prevista para a tarde de hoje.
No relatório, o parlamentar justifica o pedido com base na saída de Lulinha do Brasil para a Espanha, apontando risco de fuga e possível prejuízo à aplicação da lei penal. Segundo Gaspar, a viagem ocorreu no momento da deflagração da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal.
Investigação não avançou sobre supostas vantagens
A CPMI também apura suspeitas de pagamentos indevidos e custeio de viagens por parte do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como um dos principais operadores do esquema investigado.
Segundo o relatório, no entanto, a comissão não conseguiu avançar de forma conclusiva sobre supostas “mesadas” ou benefícios diretos. Ainda assim, o parecer menciona indícios e a “proximidade” entre Lulinha e empresários investigados.
O nome de Lulinha também apareceu em diligências realizadas contra a empresária Roberta Luchsinger, alvo de operações de busca e apreensão no fim do ano passado.
Defesa nega irregularidades
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer envolvimento em irregularidades. Até o momento, ele não é formalmente investigado pela Polícia Federal, apesar de ter sido citado ao longo das apurações.
O pedido de prisão preventiva feito no relatório não tem efeito imediato e depende de aprovação da comissão, além de eventual análise do Poder Judiciário.
Voz da Bahia




